No Code, Low Code, Full Code.
- André G. Figur
- 19 de jul. de 2022
- 3 min de leitura
Atualizado: 5 de jan. de 2023

Sobre o quê, raios, estamos falando afinal?
Desenvolvimento de sistemas é claro! No entanto, esses termos tem aparecido bastante, e tendem a aparecer mais na internet, pois se tratam de três conceitos de sistemas e métodos para desenvolvimento de softwares, apps, sites e jogos.
Em ordem natural, o Full Code, se trata do desenvolvimento de softwares e sites totalmente em linguagem de programação, os sistemas operacionais do seu computador, celular e tablet, foram construídos totalmente em linguagens, e até mais de uma linguagem ao mesmo tempo. E parece que sempre foi assim, não é mesmo? Não, a própria programação quando nasceu, não admitia "linguagem humana", apenas o "machine language" como Assembly, Foi na década de 50 e 60 que surgiram linguagens utilizando o inglês como linguagem para programar sistemas de computador, Grace Hopper, a própria criadora da tese que linguagens de programação deviam aceitar o inglês, propunha que as linguagens devessem evoluir ao ponto que se tornassem como uma conversa entre homem e máquina. Mas é claro que o A-0, Algol, Cobol, Que foram linguagens que a Sra.Grace Hopper criou e ajudou a criar estão muito longe de ser essa "conversa".
Existe até, certa polêmica entre os desenvolvedores Full Code, alegando que os Low Code são "nutella" e os "no code" não são desenvolvedores. Mas vale lembrar que um DEV Full Code hoje, é Nutella diante dos desenvolvedores do passado.
Seguindo essa lógica de evolução, era natural que em algum momento surgisse o Low Code, como ferramenta de desenvolvimento rápido de softwares e sites, onde a ferramenta fornece uma série de facilidades e coisas prontas para serem utilizadas, tornando o processo criativo mais rápido e mais barato, pois na profissão de desenvolvimento de softwares, leia-se tempo como dinheiro. No âmbito dos sites poderia classificar o próprio wordpress como uma ferramenta "low/no code" com seus plugins modernos, mas no âmbito de apps e automações existem algumas grandes plataformas low code que se destacam como a Mendix (Holandesa), Salesforce (Americana), Outsystems (Portuguesa), Zeev (Brasileira). Onde o Full Code exige tempo e dedicação, o Low Code oferece escalabilidade.
Hoje existem ferramentas de desenvolvimento No Code, que se trata justamente de você desenvolver o seu aplicativo sem nenhum conhecimento prévio de código, por isso a curva de aprendizagem do uso de tais ferramentas é absurda em comparação a curva de aprendizagem de uma linguagem (mesmo das mais fáceis como Python).
Se você for dedicado e tem tempo, em um mês, ou até em semanas, você domina a ferramenta. Por isso o No Code é o rei do custo benefício para desenvolvimento de projetos mínimos viáveis (MVP) para pessoas e empresas. (Particularmente recomendo para startup's.)
Algumas plataformas de desenvolvimento No Code:
Bubble = Sites, Apps e WebApps. (Tem custos.)
Appgyver = Apps nativos. (Totalmente gratuito.)
Thunkable = Apps e WebApps. (Tem custos.)
Editor X = Construtor de Sites voltado para responsividade. (Tem Custos)
WebFlow = Construtor de Sites voltado para Design. (Tem Custos)
Wix = Construtor de Sites voltado para custo-benefício. (Tem Custos)
Full Code está ameaçado?
De maneira alguma.
Na verdade esse assunto revela três nichos, três setores do desenvolvimento, o Full Code é que o que dá possibilidade de existência do Low Code e No Code, bem como a manutenção dessas tecnologias, além disso o Full Code tem um mercado "proprietário" que é praticamente só dele, pois empresas que querem máxima segurança e exclusividade, as grandes empresas de tecnologia não irão deixar de contratar programadores Full Code por desenvolvedores Low Code e No Code tão cedo.
O Low Code e No Code apenas abrem oportunidades de emprego, e de empreendimentos novos, que inclusive se derem certo como empreendimento, irão contratar desenvolvedores Full Code.
O Low/No-code é motivo de alegria, não de desespero.
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